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Vila Nova de Gaia, Porto, Portugal
Este blogue Tem como objetivo divulgar alguns dos meus poemas e partilha-los com todos aqueles que tem gosto pela leitura em especial os que gostam de ler poesia. Dedicado com muito carinho aos meus filhos e netos.

domingo, 7 de outubro de 2012


         A Vizinha
Tenho uma grande maluca.
Santa Dymphne
Por baixo de mim a morar.
Mas que grande Ruca-truca,
Não me deixa descansar.

Dorme, durante o dia,
E passa a noite acordada.
Põe-se a bater com as portas,
Às quatro da madrugada.

Valha-me a Santa Dymphne...
Que não me dá sossego a borrega 
Depois vai dizer aos vizinhos
Que eu, lhe faço, a vida negra.

Estou farta, estou cansada.
Cheia de’ aturar, também...
Mas devo toda esta pena,
À minha querida Mãe.

Quando vim pr’aqui morar
Tinha vizinhança amiga,
Por minha mãe deixei tudo.
Aqui, tenho uma inimiga.

Malcriada, invejosa,
É mentirosa também,
Quem fez... a vida negra, foi ela,
À Santa da nossa Mãe.

De mente pobre e tacanha,
Julga...que ao tirar-me o sossego
Faz, com que eu, fique doente.
Para perder o emprego.

A maluca, não tem jeito...
Dá-me conta da paciência,
Vou pedir à Santa Dymphne,
P’ra lhe dar inteligência

A Santa Dymphne que é,
Dos loucos a protectora,
Vou ver se ela me ouve...
Ou peço a Nossa Senhora.

Que lhe dê, algum juízo,
O que ela precisa e quer,
Eu...só quero viver em Paz,
Bem longe...desta mulher,


Gabriela Silva







terça-feira, 17 de abril de 2012




             O BAILE




Fui ao baile, não dancei,    fui p'ra ver se te encontrava.
Sentada a chorar fiquei,

a pensar que não me amavas.

Mas um belo cavalheiro,
Que p'ra mim estava olhar,
Fez-me sinal com a cabeça,

Convidando-me a dançar.

Aceitei sem relutância,
E afirmei não chorar mais.
Já não sou uma criança,
Para andar, p’ra qui ,aos ais.

Arrastada para a pista, dancei.
A rumba, um Tango, uma Valsa.
Vou-me divertir, pensei...
Estou farta... de gente falsa...

A vida bem vivida é boa.
Nós, é que a complicamos...
Deixamos nela, entrar pessoas,
Sem saber porque deixamos.

Por: Gabriela Silva




   UM GESTO AMIGO


Ser amigo de alguém...
Não é tarefa pequena.
Amigo, escuta e aconselha,
Com voz suave e serena...

Num simples gesto, o amigo.
Pode-nos dar alegria,
Como eu fiquei, com as flores,
Que me ofereceste noutro dia.

E o trabalho que tiveste,
Ao fazer um ramo assim!
Com as flores, que colhes-te.
Nesse teu lindo jardim.

Riquezas p’ra que as quero?
Se tenho a tua amizade.
Vale mais, ter um amigo.
P'ra conversar à vontade.

Dinheiro p’ra mim não é,
Causa de muita arrelia,
Mas ter um amigo é tudo,
E muita gente, aprecia.
 

O teu lindo gesto amigo,
Não tem preço, que dilema!
Pensei em retribui-lo,
Fazendo-te este Poema.
 

Por: Gabriela Silva

Obrigada pelas flores e pelo teu lindo gesto.

segunda-feira, 26 de março de 2012

 
A MINHA AVÓ

Avó Olinda 
Aquela velhinha...Que tanto me amou,
De quem, ainda hoje
Tão lembrada estou.

Nunca a esqueci,
Nem esquecerei.
Pois muito lhe devo,
Do pouco que sei.
 

Cheia de bondade,
Amor e Perdão,
Tinha-nos a todos,
No seu coração.

Quando eu era criança
Traquinices fazia,
E ela aos olhos...
Da minha Mãe escondia.

Todas as noites,
Com ela eu dormia,
E ambas rezávamos
A Virgem Maria.

Os anos passavam,
E eu ia crescendo,
Em contrapartida,
Ela, envelhecendo.

Que pena me dava,
Ao olhar para ela,
Quando a minha mão,
Tinha de ser a mão dela.

Já passaram alguns anos,
Morreu, mas p'ra mim,
É como que esteja aqui...
Bem junto de mim.

E é nestes versos,
Que eu resumo só,
Ser esta velhinha,
A minha querida Avó.

Por: GabiSilva


segunda-feira, 19 de março de 2012

    SER POETA

Queria ser poetisa,
P'ra te fazer um poema.
Não encontrava palavras,
Achava-as todas pequenas.

De tanto pensar encontrei,
Duas em minha lembrança.
Uma, que falava de amor,
Outra, de ter esperança.

Foi tão grande a esperança,
Que me ensinas-te a ter.
Eu tinha morrido,
E voltei a nascer.

Voltei a nascer, acordei...
E com a esperança fiquei,
De fazer alguns Poemas,
Com as palavras pequenas.

Amor foi a palavra,
Mais pequena que encontrei.
Dá todo o sentido à vida,
Sem ela não sou ninguém.

Por: GabiSilva
19-02-2012



                                                         

domingo, 18 de março de 2012

       EM NOME DO AMOR


O que vais pensar!.. Não me importa.
O que sentes!.. deixou de me importar.                                         
Penso em ti com frequência,
Sem um pingo de decência,
Pois não deixei de te amar.

Podes-me achar descarada,

Atrevida e desfaçada,
Por me expor! Mas não há perigo.
Não tenho nada a perder,
E não sei o que fazer,
Com tanto tempo perdido.

Não tenho vergonha, confesso.
A Deus rezo e agradeço,
Esta capacidade de amar.
A raiva, que sentia, passou.
A dor e a mágoa acabou,
Já consegui perdoar.

Tal como o Mestre ensinou,
Nenhuma amargura ficou,
Nem vontade para odiar.

Nunca me amaste, eu sei.
Mas ao teu lado fiquei,
Dando-te, amor e carinho.
Julgava eu, que algum dia,
No teu coração conseguia,
Ocupar um só cantinho.


Grande é a saudade que sinto
E Deus sabe que não minto.
Passo os dias a pensar
Tanta coisa por dizer
Tanto, que ficou por fazer.
Que nem e bom recordar.

A saudade é grande e tanta.
Que sinto um nó na garganta
E vontade de chorar.


Com humildade, confesso,
Que aguardo o teu regresso,
Não para viver contigo.
Mas em nome dum amor,
Que, se existiu sem favor.
Ter-te como bom amigo.

 Por: GabiSilva